Ele estava sentado, completamente imóvel, com a respiração ofegante e o suor escorrendo pelo rosto. O pensamento era divagado pelos becos e masmorras de seu coração, onde tudo parecia vácuo, morto. CINZA.
Desde a ultima vez que a vira acenando naquele navio há tanto tempo, sua vida nunca mais foi a mesma, seus amigos já não faziam sentido, sua família não possuía mais essência, nada e ninguém poderia preencher o vazio que ela deixara dentro dele, já que agora, ele sabia o triste fim de sua amada, que provavelmente naquele instante, dormia sob aquela imensidão azul; agora alaranjada. AMARELA...
Seus instintos se exaltaram, o abominável ódio tomara conta de seus membros ele se debatia se jogava ao chão, tentando se punir, culpando-se, repudiando-se. E parou. De frente pro mar...
O penhasco onde estava era alto e lá embaixo a disputa entre a água e a rocha o fazia pensar em algo, que na verdade não queria pensar. O som era convidativo, seu corpo começou a movimentar-se involuntariamente, e de olhos quase fechados ele correu o mais rápido que pode, em direção a sua intimidadora tumba de água e pedra. Os segundos finais em contato com solo foram os mais lentos da sua vida, ele pensou em sua amada, e concluiu que era certo, afinal sua vida não tinha mais sentido. Ele pode ver a ultima fresta de luz vinda do crepúsculo, a menor, porém a mais intensa de todas elas... Só que agora a cor mudara mais uma vez... cor de sangue. VERMELHO.


5 comentários:
Obrigado Cintia, lindiiinha, grassssssinha. {paguei de Hebe}
oi máá, eu utilizei de frases cujo os direitos autorais não me eram de direito D:
mas é isso aí má!
caminhando e cantando e seguindo a canção, continua assim com todo esse seu charme literário doçura
ASUASUHASUHAUSHUHASUHASUHAS
maaarlon, marlon todo inspirado, nun sei não IUAGSEIUAGUIAEOIG' ta pop velho
valeu valeu :#
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